segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Efêmero Prazer de Ouvir Yukawa Shione

De uns tempos pra cá criei o hábito de, toda vez que esbarro em uma abertura ou fechamento de anime com uma música legal, dar um pulo no YouTube e descobrir quem toca, depois procurar no Blogspot ou no Wordpress por um álbum pra baixar. E foi assim, encantado com a melodia de Hinageshi no Oka (primeiro tema de encerramento de Speed Grapher) que conheci Yukawa Shione.

O melhor de Yukawa são baladas delicadas como La Silhouete ou Hadaka no Ousama: composições tão suaves, mas que – como se fossem o equivalente intimista de uma trilha Punk Rock – parecem sempre acabar rápido demais. Um momento de distração, e a melodia se foi... Só resta, então, voltar e ouvir de novo.

Mas não recomendo isso em dias de coração pesado.

Às vezes parece que absolutamente tudo pode ser encontrado na Internet, e nada como procurar por uma cantora japonesa obscura pra tirar a prova. Minha primeira busca até que foi bastante frutífera – consegui encontrar o álbum Gyakujou Gari no Kuni, de 2004, além do single Hadake no Oosama (com a versão original, mais animadinha, de Hinageshi no Oka) – mas nada além disso. Até encontrei alguns links para outro álbum, Ajisai no Niwa, mas todos estavam quebrados; parecia que eu havia sido "premiado" com o raro caso de um download que caiu fora da Internet.

E não é que, justo quando eu já havia desistido, e estava só tentando reencontrar os links originais para escrever este post, esbarrei em uma página com todos os títulos acima e mais alguns?

domingo, 23 de agosto de 2009

Animes e BBS, Um Breve Encontro


Em 1996, ano do lançamento da Animax, a cena anime brasileira finalmente experimentava sua alvorada. O sucesso avassalador de Cavaleiros do Zodíaco na TV parecia ter dado o impulso que faltava para o surgimento das primeiras publicações especializadas (primeiro a Japan Fury; depois, a Animax), eventos e um público de escala nacional. Embora ainda houvesse poucas iniciativas concretas, a percepção geral era de que um futuro brilhante se iniciava naquele momento.

Nesse mesmo ano ganhei meu primeiro computador com modem. E descobri então que, no mundo virtual a que ganhara acesso, também uma nova era se iniciava – embora não sem alguma angústia. A ascenção mundial da Internet havia declarado o fim dos BBS's: no Brasil, a cena ainda estava ativa, mas já se encontrava em franca decadência. Os serviços maiores se convertiam em provedores de acesso à Internet (na maioria dos casos apenas adiando o inevitável), enquanto os menores simplesmente encerravam as operações.

Apesar do clima melancólico de fim-de-festa, pude pelo menos sentir o gostinho do que havia sido a era BBS – a experiência única, erradicada pela amplitude do cyberspace atual, de pertencer a um pequeno mundo virtual. Cada BBS era uma pequena Internet, provendo os mesmos serviços que hoje nos são tão familiares – correio eletrônico, fóruns, chat, download de arquivos e até games on-line – mas dotada de uma personalidade própria, moldada pelo seu propósito, administradores e membros.

E foi nesse breve momento de co-existência entre dois mundos – um apenas começando a vislumbrar seu futuro, o outro já olhando com nostalgia para as glórias do passado – que pude participar da efêmera experiência que foi o Anime Japan Fury BBS. Contando com a colaboração dos editores da Animax, o AJF foi, até onde sei, o primeiro e único BBS de anime do Brasil: e toda noite eu estava lá, participando dos fóruns, baixando vídeos (mudos) e músicas (em formato MIDI) da então gigantesca base de downloads. Uma vez até participei de um chat com Sérgio Peixoto, que me congratulou pela participação ativa na comunidade. Numa época em que anime no Brasil se resumia a Animax, Cavaleiros e uma magra página em português na Internet, o AJF era meu oásis de conteúdo em meio a um vasto deserto de indiferença.

Se bem me lembro, o AJF saiu do ar antes do fim daquele mesmo ano. Descobri recentemente que o motivo foi a desistência do encarregado técnico da equipe; mas de todo jeito é difícil imaginar que ele pudesse sobreviver por muito mais tempo, já que pelos R$ 30,00 da mensalidade era perfeitamente possível na época assinar um BBS maior, com acesso à Internet incluído no pacote. Nos meses e anos seguintes o lado "animesco" da Internet se desenvolveu bastante, e nunca fiquei sem videozinhos e MIDI's pra baixar, ou mailing lists onde participar de furiosas e intermináveis discussões; mas jamais esqueci o AJF e seu adorável clima de cidade pequena.

domingo, 2 de agosto de 2009

Deus é Como O Vento


Para um barco a vela, o vento é como Deus.

Sem Ele, nenhum movimento é possível;
tampouco se poderá avançar de velas recolhidas,
ignorando Sua força infinita.

Apenas na Sua presença,
e entregando-se ao Seu impulso,
é possível ir em frente.

E então como é fácil prosseguir!
Carregado por Suas asas, sem o menor esforço
Longas distâncias são percorridas.

Para nós, Deus é como o vento...
E a Ele lançamos nossas velas.


* * *

Esse pensamento passeia pela minha mente há muito tempo, mas só agora consegui parar e dar-lhe forma.

Muitas religiões ensinam que, quando algo de bom nos acontece, é obra de Deus; mas quando alguma infelicidade nos acomete, é em nós mesmos que devemos buscar a causa. Na adolescência, isso sempre me confundiu e revoltou: "Por que Deus fica com o crédito pelas minhas vitórias, mas sou eu quem leva a culpa pelos meus fracassos?", eu perguntava naquela época.

Foi só depois de começar a praticar Aikido que eu compreendi a verdade. As técnicas do Aikido, ao invés de confrontar uma agressão com outra, transformam a própria força do atacante em impulso para dominá-lo. Ao praticá-las, pouco a pouco eu percebi que o segredo da vitória – não apenas no dojo, mas na vida como um todo – está nem tanto em fazer força, mas principalmente em alinhar-se com a Força presente em todo o Universo; meio controlando, meio deixando-se levar pelo seu fluxo.

Ao perceber isso, compreendi que Deus provê a Força por trás das minhas realizações, portanto é Seu o crédito por elas; mas a decisão de alinhar-se a essa Força é minha e de mais ninguém, portanto ninguém mais será responsável pelas consequências, se eu escolher ignorá-la. Como um barco a vela, que pelo ínfimo esforço de abrir as velas empresta do vento seu poder infinito... Eu também posso emprestar de Deus sua Força inesgotável, se ao menos fizer o esforço, o pequeno esforço, de aceitá-la.

domingo, 26 de julho de 2009

Isso é jogo sujo!

Um tempo atrás eu comentei como o remake de Evangelion de repente ficou bem mais difícil de odiar, mas que ainda não cedi. Pois parece que alguém no Sankaku Complex leu minhas palavras, porque hoje passei por lá e dei de cara com isto:

Cabelos azuis e os olhos mais cristalinos que eu poderia imaginar.

*punho no ar* Maldito seja, Sankaku Complex!

Só pro registro, eu ainda não cedi. Mas preciso reconhecer, resistir está ficando mais difícil a cada dia...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

[Enter a name for you, and only you.]


Magic Knight Rayearth foi sem dúvida um dos pontos altos da minha experiência como fã de anime – e na minha opinião, o ápice do CLAMP. A saga Shoujo de Hikaru, Umi e Fuu no videogamético mundo de Cephiro tomou meu coração de assalto desde o princípio: ainda hoje me impressiono com os traços angulosos de seus personagens, os ousados desdobramentos da estória, e especialmente o clima intensamente fantástico, quase onírico da série.

Tudo isso se combina em um momento de rara beleza na última cena do mangá, em que Hikaru, falando diretamente ao leitor, pede-lhe que dê um novo nome a Cephiro. Como esquecer um pedido tão direto, e ao mesmo tempo tão repleto de simbolismo? Desde a referência aos RPG's de videogame (onde muitas vezes é possível dar nomes diferentes aos personagens) à sutil sugestão de que o novo nome não deve ser revelado... Ou seria melhor dizer que não é possível revelá-lo?

É no coração de quem conhece e ama Cephiro que reside seu novo nome secreto. Ele não pode ser articulado... Não há sons ou símbolos que possam materializá-lo. É apenas na sensação de ternura... Evocada pela vaga lembrança de uma terra governada pelo "Poder do Coração que Acredita"... Que ele existe.

domingo, 12 de julho de 2009

Evangelion: You Are (Not) Making It Easy!

Eu ainda não me rendi à nova versão de Evangelion – ainda custo a acreditar que algo de bom possa vir do reencontro entre o diretor maníaco-depressivo Anno Hideaki e seu alter-ego animado, Ikari Shinji. Mas cara, de repente ficou bem mais difícil manter essa atitude:


Precisa explicar? ^_~

Minha sorte é que os plug suits de Evangelion não incluem nada parecido com um nekomimi, ou seria o fim da minha rebeldia...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Os Inesquecíveis Beijos de Yaida Hitomi

Clip da versão inglesa (filmada aos pés da Tower Bridge e tudo) de My Sweet Darling, uma eterna favorita dos tempos de rato de Internet radio:



Yaida Hitomi foi uma das primeiras cantoras J-Pop que conheci – seu segundo álbum Candilize foi um dos meus primeiros downloads via BitTorrent. Hoje em dia quase não escuto mais; mas se paro pra prestar atenção, a doce letra de My Sweet Darling ainda conforta meu coração tanto quanto da primeira vez em que a ouvi.

No good to have lots of beautiful things,
Because I'm so scared to lose them
I want U, I want U, I want U,
Even if you love somebody else
I don't care if you don't know why
The clear sky turns to blue,
But I want you to know why...
Why my cheeks are pink...

Darling, darling, come here my darling,
Oh, can't you see? Darling it's me
Darling, darling, don't you remember?
Remember those kisses, you got to remember

I hope the buildings and the streets in this world
Explode and soon be gone
Because if there is nothing left,
Then I can find you easily
You don't have to wear crazy shoes,
My heart would come and find you
Then I could let you know why...
Why my cheeks are pink...

Darling, Darling, come here my darling,
Oh, can't you see? Darling it's me
Darling, darling, don't you remember?
remember those kisses, you got to remember
Darling, darling, come here my darling,
Oh, can't you see? Darling it's me
Darling, darling, don't you remember?
Remember those kisses, you got to remember

Then I look around and see you walking toward me
I tell myself don't be shy, baby don't burn away
Without my action nothing's ever gonna change
I don't need a filter in my heart
It's only for my coffee

Darling, Darling, come here my darling,
Oh, can't you see? Darling it's me
Darling, darling, don't you remember?
Remember those kisses, you got to remember
Darling, darling, come here my darling,
Oh, can't you see? Darling it's me
Darling, darling, don't you remember?
Remember those kisses, you got to remember